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Quais são os sintomas para procurar um neurologista veterinário?

11/01/2019 por Administrador
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As doenças neurológicas em cães e gatos são graves e precisam de auxílio de um especialista o mais rápido possível

Os animais de estimação são muito mais parecidos com do seres humanos do que imaginamos. Até mesmo quando ficam doentes os pets podem apresentar problemas similares a nós e até mesmo precisar consultar um neurologista veterinário.  
Doenças neurológicas são aquelas que atingem o cérebro, causando danos e alterações permanentes ou temporárias que comprometem o funcionamento de diversas partes do corpo do animal, impactando na qualidade de vida e muitas vezes levando à morte.
Por ser uma região complexa, o cérebro recebe a atenção de um profissional raro e altamente especializado. É o neurologista veterinário, que investiga as causas e trata os mais diversos problemas cerebrais.

O perigo das doenças neurológicas

As enfermidades neurológicas são extremamente preocupantes. Porém, é preciso avaliar o animal individualmente para o diagnóstico correto.
Esse tipo de doença pode afetar qualquer animal de estimação. Cães e gatos de qualquer idade e qualquer raça estão sujeitos a lesões no cérebro.
Infelizmente, mesmo com a evolução dessa área de estudo, existem muitas doenças que ainda não têm causas conhecidas. Há muitos fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida capazes de lesionar um cérebro saudável.
Existem doenças que são curáveis pelos especialistas. Outras provocam sequelas que não têm cura e podem fazer com que o pet tenha uma baixa qualidade e expectativa de vida.
Quanto mais cedo uma doença neurológica for diagnosticada, mais chances ela tem de ser curada ou tratada. Para isso, o seu peludo pode precisar de medicamentos, cirurgia, terapia celular e até mesmo medicina alternativa, como homeopatia e acupuntura.
neurologista veterinário olhando o cachorro em pé na mesa

Para ficar de olho

Embora as doenças neurológicas se manifestem com sintomas clínicos, eles muitas vezes não são nítidos. Os tutores podem entender como um sinal passageiro e não dar atenção ou o pet pode ser diagnosticado erroneamente na primeira ida ao veterinário.
É só a partir de exames complexos como ressonância magnética, tomografia computadorizada, mielografia, liquidocefaloraquidiano e eletroneuromiografia que o neurologista veterinário consegue analisar as estruturas de todo o sistema nervoso e realizar um diagnóstico preciso.
Em casa, você deve prestar atenção aos sintomas mais comuns das doenças neurológicas. São eles:
– Convulsão
– Andar manco
– Comportamento agressivo
– Latidos ou miados mais frequentes
– Movimentos involuntários
– Fraqueza nos membros
– Paralisia de um ou mais membros
– Tremores e espasmos
–  Cegueira
– Surdez
– Dificuldade para se alimentar
– Dificuldade para respirar
– Permanecer com a cabeça inclinada
– Indisposição
Hérnia de disco, tumores, epilepsia, meningite, AVC, Síndrome de Wobbler e alterações hormonais são algumas das enfermidades que os cães com esses sintomas podem manifestar.
As doenças podem se originar a partir de problemas autoimunes, inflamações, traumas no cérebro, alterações no cerebelo, lesões na medula espinhal ou alterações no sistema neuromuscular.
cachorro deitado na cama ao lado de um estetoscópio neurologista veterinário

A convulsão: um sintoma clássico de doenças neurológicas

Causada por um excesso de estímulos dos neurônios em uma área cerebral específica, a convulsão é caracterizada por agitação anormal do pet, respiração dificultada, tremores, contrações musculares involuntárias e algumas vezes vômito e necessidades fisiológicas ao mesmo tempo.
Depois de alguns segundos ou minutos, os músculos relaxam, o pet retoma a consciência e volta a respirar normalmente.
O quadro é sofrido para os bichinhos de estimação e costuma aterrorizar os tutores também. Há uma forma correta de agir se o seu cão ou gato está tendo uma convulsão.
Antes de mais nada, garanta que o pet está em um local seguro, longe de escadas ou piscinas descobertas por exemplo. Se a convulsão estiver ocorrendo em um lugar perigoso, remova com cuidado o animal.
Durante a crise, evite tocar em seu pet, especialmente na região da boca, pois você pode levar uma mordida – mesmo sem querer. Se possível, coloque uma almofada sob a cabeça do animal para que ele não a bata no chão.
Logo após o final da crise o seu peludo pode apresentar agitação ou apatia. Nesse momento, é essencial que você o ampare com carinho e uma voz suave, ajudando-o a se recompor totalmente.
É essencial levar o pet que acaba de ter um episódio convulsivo a uma clínica para que o neurologista veterinário possa investigar o problema, já que as convulsões causam diminuição do fluxo de oxigênio cerebral.
Em alguns casos, o animal precisa ficar internado em coma induzido e suporte ventilatório com o objetivo de evitar sequelas neurológicas.
As convulsões podem ser causadas por epilepsia, um dos motivos mais comuns, mas também por intoxicações e envenenamentos, doenças inflamatórias, traumatismo devido a quedas, doenças metabólicas, alterações genéticas e AVCs.
Lembre-se de que, quando falamos de doenças neurológicas, agir rápido é vital para a sobrevivência do seu animal. Conte com o seu veterinário de confiança para ajudar você a cuidar do peludo.